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O Movimento Mobiliza UEG consiste num movimento unificado de professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, espontâneo, independente, não institucionalizado, não hierarquizado e que adota como estratégia de atuação a ação direta. Seu objetivo é intervir no processo de construção da UEG com a finalidade de torná-la, de fato, uma universidade pública, gratuita, autônoma e democrática, capaz de cumprir o seu papel enquanto instituição de educação superior, produtora e socializadora de conhecimentos que contribuam para o bem-estar da sociedade goiana, em particular, da sociedade brasileira, em geral, e, quiçá, de toda a humanidade, primando pela qualidade reconhecida social e academicamente.

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domingo, 12 de outubro de 2014

CARTA DE PIRENÓPOLIS




CARTA DE PIRENÓPOLIS

    Nos 15 anos da Universidade Estadual de Goiás, são constantes as intervenções políticas do governo, que são marcadas pelo total desrespeito em relação à comunidade uegena, sendo feitas pelos caprichos dos governantes de plantão, que tratam a universidade pública como se fosse um bem privado dos seus delírios.
    Atualmente na UEG estamos sofrendo mais uma intervenção política, mas disfarçada de um discurso pedagógico, que tem como um dos seus objetivos mais claros o controle e a subordinação dos cursos a uma formatação central, que despreza completamente o diálogo com a comunidade universitária.  A resolução CsU 52/2014 é uma demonstração de desrespeito à autonomia dos colegiados de curso, a todo momento fere completamente os debates essenciais nos diferentes colegiados, anulando por completo a responsabilidade e a autonomia que esses têm em estruturar seus próprios currículos, não permitindo um debate fecundo com seus legítimos representantes, ou seja, os alunos, professores e funcionários. A formação do NDE, mostrou-se um engodo para validar a imposição de um currículo mínimo, típico do período ditatorial que tanto mal produziu à educação brasileira, e que depois de longos anos de luta foi superado, mas sendo ressuscitado pela UEG por meio da Resolução CsU 52/2014.
Agora assumindo uma roupagem diferente, esse modelo emerge novamente, mostrando claramente seus fundamentos apoiado em um paradigma industrial tecnológico de base neoliberal, autoritário e centralista, oriundo de uma gestão que não pretende tratar seriamente os problemas da universidade.
Lembrando que no início de 2013, o debate seria para que as matrizes curriculares fossem unificadas, sendo esta mais uma das nefastas decisões de reitorias passadas, que usaram o argumento simplista que a unificação da matriz melhoraria a estrutura dos cursos e permitiria facilidades para os alunos que pretendessem transferir de uma cidade para outra. Reduzir as decisões curriculares de formação profissional de uma instituição pública de ensino superior é não respeitar o recurso público, e com o passar dos anos esses argumentos se mostraram pífios, pois, se abre mão da elaboração mais arrojada de propostas de formação, para permitir transferências de alunos, sendo que estas não se efetivam na prática, tornando-se mera desculpa  e grande engodo.
Novamente surge argumentos simplistas para justificar a redução de matriz para grade curricular, como o próprio nome indica, que aprisiona o conhecimento e o reduz a um “Kit” mínimo de habilidades para atender as demandas do mercado consumidor e facilitar o controle sob os professores e os estudantes, tratando de forma autoritária e inconsequente a formação, principalmente dos professores (as) em Goiás,  papel substancial que a UEG vem assumindo durante vários anos na formação de professores em todo o Estado.
 Como é possível uma comunidade inteira aceitar e calar-se frente a essa afronta? Qual o sentido da universidade, se quem vive nela não tem condições de intervir?
Nessa perspectiva não aceitamos a resolução CsU 52/2014 e sua consequência nefastas para a formação dos futuros professores da UnUCSEH, por isto a decisão dos colegiados (Pedagogia, História e Geografia) em promover uma ampla avaliação do PPC de ambos os cursos e a partir da reflexão dos resultados da avaliação reelaborarmos os PPC's e consequentemente em seu currículo   com o compromisso de continuarmos a luta por uma educação pública e de qualidade socialmente referendada.
 COLEGIADOS DOS CURSOS DE HISTÓRIA, GEOGRAFIA E PEDAGOGIA – UEG UnUCSEH - ANÁPOLIS

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