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O Movimento Mobiliza UEG consiste num movimento unificado de professores, estudantes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual de Goiás, espontâneo, independente, não institucionalizado, não hierarquizado e que adota como estratégia de atuação a ação direta. Seu objetivo é intervir no processo de construção da UEG com a finalidade de torná-la, de fato, uma universidade pública, gratuita, autônoma e democrática, capaz de cumprir o seu papel enquanto instituição de educação superior, produtora e socializadora de conhecimentos que contribuam para o bem-estar da sociedade goiana, em particular, da sociedade brasileira, em geral, e, quiçá, de toda a humanidade, primando pela qualidade reconhecida social e academicamente.

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Professor fala sobre a realidade da UnUCET




"A precarização das condições de trabalho e de estudos na UnUCET é o que tem mobilizado alunos e professores. Alguns professores e alunos defendem que não deveríamos ter iniciado as aulas. É importante esclarecer aos professores, alunos e técnicos de outras unidades algumas situações que comprometem o funcionamento da UnUCET:
- Falta Restaurante Universitário (Com fechamento da cantina, professores, alunos e técnicos tem que sair da unidade para se alimentar. É importante ressaltar que a UnUCET fica afastada do centro da cidade);
- Faltam técnicos para os laboratórios (O curso de Biologia tem dez laboratórios, apenas dois estão em funcionamento. Isso se estende aos demais cursos cujas práticas estão condicionadas aos laboratórios: Farmácia, Química, Engenharias etc.);
- Faltam professores (O curso de Arquitetura está funcionando com a metade dos professores que são necessários. Em função da sobrecarga de trabalho os professores decidiram atender apenas parte das turmas. Em solidariedade aos colegas os alunos da Arquitetura decidiram paralisar. O problema da rotatividade de funcionários e professores geram sérios problemas. No ano passado uma turma de matemática chegou a ter três professores de cálculo no mesmo ano. Sabemos o que isso implica em termos pedagógicos. Aliás, os professores de Cálculo tem que ministrar 20 a 25 aulas, quase todos os cursos tem a disciplina.  O salário baixo é a causa principal da rotatividade. Por outro lado, as condições precárias de trabalho (baixo salário, pressão,  falta de vale transporte, ausência de pessoal) sobrecarrega os técnicos afetando a qualidade do trabalho;
- As condições estruturais da unidade (falta insumos para os laboratórios, para limpeza, etc. No ano passado um professor analisou a água e constatou o alto índice de coliformes fecais. Estávamos tomando "bosta". Parece que isso foi solucionado, não sei informar corretamente.);
Seguem-se a esses problemas os demais que são vivenciados em outras unidades: Biblioteca (falta de livros e de espaço para os livros, salário dos professores, etc.)
Nossa dignidade está indo pro brejo...
É ir para a luta..."

Um abraço a todos ,
André Luiz dos Santos
Professor UnUCET       

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